Antônio Carlos Valadares critica venda da Companhia de Saneamento de Sergipe

Da Redação e Da Rádio Senado | 15/02/2017, 15h35 - ATUALIZADO EM 15/02/2017, 16h12

O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) criticou nesta quarta-feira (15) decisão do governo do estado de privatizar a Companhia de Saneamento de Sergipe (Adeso), como forma de ajustar as contas públicas.

Para ele, quem sofrerá com isso será a população e as empresas do estado, pois haverá aumento da tarifa, demissão de trabalhadores e possibilidade de extinção da chamada tarifa-social, para as famílias de baixa renda.

— O aumento da conta de água prejudicará a industrialização do interior do estado, pois a Adeso atende a mais de 50 pequenas e médias fábricas de derivados de leite que, somadas, processam mais de 500 mil litros de leite por dia. Para cada litro de leite processado, são necessários três litros de água tratada. Dessa forma, a produção será inviabilizada, gerando desemprego, inclusive, para o pequeno produtor de leite, que já não terá indústria para comprar a sua produção.

Valadares levanta a hipótese, ainda, que de o dinheiro arrecadado com a venda da empresa venha a ter uso eleitoral.

O senador afirma que, em vez de vender a companhia, o governador de Sergipe, Jackson Barreto, deveria reduzir o número de secretarias e cargos comissionados, bem como melhorar a eficiência da Adeso e fazer melhor uso do dinheiro público.

Valadares lembrou que a dívida de Sergipe já alcança a cifra de R$ 6 bilhões, e, mesmo tendo retirado dinheiro da previdência e recebido R$ 300 milhões com a repatriação de dinheiro depositado em contas no exterior, o governo estadual não conseguiu sanear as contas.

Isso, na opinião do senador, evidencia a falta de responsabilidade do governo no que toca à gestão do dinheiro público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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