Ana Amélia quer reforço ao combate à pirataria e ao contrabando

Da Redação e Da Rádio Senado | 03/03/2016, 18h59 - ATUALIZADO EM 03/03/2016, 19h20

A senadora Ana Amélia (PP-RS) saudou nesta quinta-feira (3), em Plenário, a campanha lançada pela Associação de Combate ao Mercado Ilegal (ACMI) contra o contrabando e a pirataria, que, no ano passado, fizeram o país perder R$ 115 bilhões em receita, 15% a mais do que em 2014.

Segundo a senadora, vestuário, confecções, brinquedos e tabaco foram os setores mais prejudicados por essas atividades ilegais. Ela disse que no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, por exemplo, as perdas por causa do contrabando de cigarro chegaram a R$ 4,9 bilhões.

Ana Amélia pediu que a fiscalização das fronteiras seja reforçada, com reequipamento das polícias que fazem essa vigilância, embora tenha observado que houve corte no orçamento dessa atividade. Por isso, ela teme que em 2016 a prática aumente ainda mais, prejudicando as indústrias, as empresas e os trabalhadores brasileiros.

— Como ficam a indústria nacional, como fica o empreendedor, como ficam os trabalhadores? Devíamos também trabalhar intensamente para combater a pirataria e o contrabando. Assim, também ajudaremos a gerar mais empregos em nosso país. Isso daria também um apoio não só ao combate ao contrabando, mas também ao combate duro e rigoroso à impunidade e à corrupção — ressaltou.

Delação de Delcídio

Ana Amélia também criticou as autoridades que tentam desqualificar o senador Delcídio do Amaral por causa da suposta delação premiada em que ele acusa a presidente Dilma Rousseff de tentar interferir na Operação Lava Jato da Polícia Federal.

O conteúdo da delação foi divulgada nesta quinta-feira pela revista IstoÉ. Para a senadora, não se deve desqualificar o que Delcídio teria dito, somente pelo fato de ter sido divulgado antes da delação ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal. Ela disse que mais importante que o detalhe jurídico é o conteúdo da declaração do senador.

Ana Amélia considera especialmente grave a informação de que a presidente Dilma Rousseff teria indicado para o Superior Tribunal de Justiça alguém que poderia dar decisões favoráveis a pessoas investigadas pela Lava Jato.

— A sociedade brasileira olha para nós e de nós exige uma atitude responsável. Interferir no Poder Judiciário, fazendo escolhas de cartas marcadas para que a decisão seja favorável a este ou aquele indivíduo envolvidos nesta Operação Lava Jato, isto é inaceitável. Isto retira independência do Poder Judiciário e isto não pode acontecer —afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)