José Agripino cobra medidas efetivas contra a seca

Da Redação | 25/03/2013, 17h45 - ATUALIZADO EM 02/03/2015, 13h51

Em pronunciamento nesta segunda-feira (25), o senador José Agripino (DEM-RN) cobrou do Executivo a criação de mecanismos que aliviem os prejuízos causados pela seca aos agricultores e pecuaristas nordestinos.

Ele aplaudiu a presença da presidente Dilma Rousseff na inauguração de um sistema de adutoras do Pajeú, em Pernambuco, mas defendeu uma ação efetiva do governo em favor “dos nordestinos que produzem, que não pedem emprego nem bolsa-família, e nem estão aposentados pelo Funrural”.

São os agricultores e os pecuaristas que estão, neste momento, passando a maior das aflições com a estiagem no Nordeste, disse José Agripino. Ao lembrar sua experiência com a seca como ex-governador do Rio Grande do Norte (1982-1986 e 1990 a 1994), o senador sugeriu ao governo a distribuição de milho e ração para o gado, além da criação de um programa de perfuração de poços “para garantir água de beber para o gado e para as pessoas”.

José Agripino também sugeriu o reparcelamento de dívidas pelo Banco do Nordeste e bancos oficiais, “que estão tomando o pedacinho de terra, o que resta de alguns pequenos criadores, pecuaristas e agricultores, pelos empréstimos que eles não puderam pagar”. A medida, afirmou, ajudaria os nordestinos a manter um fio de esperança e a continuar em suas atividades de forma digna.

José Agripino disse que seria importante, além da adutora, se a presidente Dilma também estivesse inaugurando a transposição do São Francisco, “prometida durante a campanha eleitoral, mas que se transformou, lamentavelmente, em uma vergonha nacional”.

José Agripino afirmou que a conversa do sertão pernambucano “é a conversa da disputa eleitoral, como se a adutora fizesse parte de uma campanha eleitoral em curso, inclusive com o ponto e o contraponto entre dois candidatos, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a atual presidente da República”.

- Acho que ela [Dilma] deveria chegar lá e inaugurar a obra, mas dizer ‘eu penso naqueles que são brasileiros competitivos, brasileiros que produzem o seu próprio emprego’. Aí sim, eu viria a esta tribuna aplaudir de pé a ação de um governo que estaria, assim, não agindo com caridade, mas com solidariedade – concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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