CPI da Violência contra a Mulher é prorrogada por 120 dias

Soraya Mendanha | 20/03/2013, 16h05 - ATUALIZADO EM 02/03/2015, 13h48

A presidente da CPI mista que investiga a violência contra a mulher, deputada Jô Moraes (PCdoB/MG), anunciou, nesta quarta-feira (20), a prorrogação dos trabalhos da comissão por 120 dias. Para a prorrogação, são necessárias as assinaturas de 27 senadores e 171 deputados, mas, de acordo com Jô Moraes, somente na Câmara foram obtidas 241 assinaturas.

- Isso é a demonstração do respeito e da importância que aquela Casa dá para os resultados desta CPI – destacou.

De acordo com a relatora da CPI, senadora Ana Rita (PT-ES), o relatório final é um documento singular que precisa ser revisado cuidadosamente pelos integrantes da comissão, o que demanda a prorrogação dos trabalhos.

- Não existe nenhum relatório ou pesquisa no tema da violência contra as mulheres que trabalhe com tantos elementos ao mesmo tempo. Ele está sendo produzido a partir de diversos olhares - afirmou.

Ana Rita destacou que a CPI aprovou 717 requerimentos que solicitavam informações aos estados e recebeu 363 documentos como resposta. Segundo ela, vários estados demoraram a enviar os documentos solicitados, o que exigiu um tempo maior para leitura e análise.

- Os últimos documentos recebidos dos estados aconteceram agora, no mês de fevereiro de 2013. Nem todos os estados nos responderam a tempo – destacou.

A relatora da CPI afirmou ainda que as parlamentares que participam da comissão também precisam de um tempo maior para analisar o relatório antes da votação. Deputadas presentes à reunião elogiaram o trabalho do colegiado e apoiaram a prorrogação.

- Precisamos fazer uma revisão cuidadosa para que não cometer nenhum equivoco no sentido de divulgar informação que poderá posteriormente ser questionada por alguma autoridade – acrescentou Ana Rita.

Desde sua instalação, em fevereiro de 2012, a CPI realizou diligências em 17 estados e no Distrito Federal, visitando os mais variados equipamentos públicos, como delegacias especializadas, promotorias de Justiça, defensorias públicas, casas-abrigo e estabelecimentos prisionais femininos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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