Pesquisador defende modernização da agricultura para preservar meio ambiente

Da Redação | 27/09/2011, 09h26 - ATUALIZADO EM 30/01/2015, 14h52

O avanço da agricultura brasileira requer políticas para ampliar o uso de inovações científicas e tecnológica pelos agricultores, especialmente os pequenos, na opinião de Elíbio Rech Filho, membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Ele participa de audiência conjunta das comissões de Meio Ambiente (CMA), de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA) sobre a reforma do Código Florestal.

- Devemos intensificar os processos já existentes, uma vez que a intensificação sustentável de produção de alimentos é o maior desafio deste século - frisou o cientista.

Ele lembra que o Brasil ocupa um dos primeiros lugares na exportação de alimentos, como soja, carne bovina e biocombustível. Em contraponto a esse sucesso econômico, disse, houve aumento de pressão sobre o meio ambiente, o que resultou em erosão do solo, contaminação dos rios e perda da biodoversidade.

Para ele, a reforma do Código Florestal é uma oportunidade para prever medidas que promovam o crescimento da produção de alimentos a partir de processos sustentáveis, em harmonia com o meio ambiente. Ele considera que se for dado aos pequenos produtores acesso a terra, à mecanização, a boas sementes, adubo e água, eles produzirão três a quatro vezes o que produzem hoje, podendo manter áreas de reserva legal em suas propriedades.

Conforme observou, a agricultura do futuro deve combinar o uso de uma gama de tecnologias capazes de promover o aumento da produtividade agrícola sem comprometer os recursos naturais. É a chamada agricultura de baixo carbono, que promove a utilização de práticas como o plantio direto, integração lavoura-pecuária, fixação biológica de nutrientes, entre outros.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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