Sarney: é exagero transformar embaixada em comitê político

Da Redação | 28/09/2009, 14h43 - ATUALIZADO EM 29/01/2015, 19h36

Matéria retificada às 17h10

O presidente do Senado, José Sarney, disse que é um exagero a transformação da embaixada brasileira em Tegucigalpa num comitê político do presidente deposto Manuel Zelaya, como tem noticiado a imprensa que cobre a crise política em Honduras. Em conversa com os jornalistas, Sarney disse que o Brasil não poderia deixar de abrigar um homem deposto por um golpe de estado, mas agora vive-se outra fase nessa crise.

- Há um certo exagero em transformar a embaixada em comitê político. Esse abuso não é bom para o Brasil e nem para Manuel Zelaya. A embaixada brasileira tem que zelar pelas leis que determinam a não intervenção nos assuntos internos dos países. O Brasil, há 200 anos, tem respeitado essa lei da soberania dos países e de não-intervenção.

Poupança

Também na manhã desta segunda-feira (28), Sarney disse apoiar a idéia do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) de taxar apenas as cadernetas de poupança de valores acima de R$ 100 mil, ao contrário do que deseja o governo, que pretende taxá-las a partir do limite de R$50 mil.

Dornelles comentou em entrevista à TV Senado o projeto do governo, que fixa esse limite, e ainda deve ser enviado à Câmara dos Deputados. E a proposta apresentada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de taxar em 22,5% os clientes com rendimentos acima de R$ 50 mil visa conter a migração de grandes investidores para esse tipo de aplicação. Sarney disse que sempre apóia Dornelles.

- O senador Dornelles é, no Senado, a maior autoridade sobre direito tributário. De maneira que gosto sempre de ouvi-lo. Se esta é sua opinião, ele tem o meu respaldo para que seja uma boa solução - afirmou Sarney, quando indagado sobre o assunto pelos jornalistas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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