Brasil plural: para falar de intolerância


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Encontro reúne, em Brasília, 26 coordenadores estaduais do projeto Jovem Senador

Os coordenadores estaduais do projeto Jovem Senador reuniram-se em Brasília nesta semana para debater a realização do projeto neste ano.  Os coordenadores são servidores das secretarias estaduais de Educação de todo o país, que auxiliam na execução do projeto organizando a seleção dos finalistas nos estados e no Distrito Federal. Eles também contribuem na divulgação e intermediam a relação entre o Senado e as escolas públicas aptas a participar do concurso de redação.

Na quinta-feira (23), os coordenadores participaram de apresentações e atividades interativas com a equipe organizadora do projeto, formada por servidores e funcionários da Secretaria de Relações Públicas da Casa. Entre os temas, foram abordados o histórico e as estatísticas do projeto, as mudanças do regulamento e a metodologia de organização das bancas examinadoras. Também foram apresentados, pelos próprios coordenadores, casos particulares de organização do concurso de redação em São Paulo, Alagoas e Rio Grande do Norte. Os estados foram destacados por apresentarem, respectivamente, a maior rede de escolas, o maior índice percentual de participação, e a coordenação mais antiga – com diferenciais na organização e o segundo maior índice percentual de participação.

Presente no início do encontro, a coordenadora-geral da Secretaria de Comunicação Social, Edna Carvalho, exaltou a paixão da equipe por esse trabalho e esclareceu as razões pelo atraso na entrega de notebooks aos jovens senadores dos últimos dois anos. Os computadores eram parte da premiação prevista no regulamento do concurso, mas não foram entregues porque as licitações dos equipamentos fracassaram por falta de interesse de empresas em 2015 e pelo não cumprimento do contrato pelas empresas vencedoras no ano passado. Ela informou que já está em andamento um novo processo para a aquisição dos computadores.

O diretor da Secretaria de Relações Públicas, Aguirre Estorilio, comentou a evolução do projeto desde 2008, quando existia apenas o concurso de redação sem o mandato simulado, e falou sobre o trabalho que vem sendo realizado para que o Jovem Senador fique cada vez mais robusto e assegure sua longevidade.

- Buscamos todos os caminhos e parcerias possíveis para que, cada vez mais, professores e alunos possam se engajar, participar e se envolver  – garantiu o diretor.

Jovem Senador

O projeto Jovem Senador é uma iniciativa do Senado Federal que traz a Brasília 27 estudantes de ensino médio de escolas públicas estaduais e do Distrito Federal, vencedores de um concurso nacional de redação.  O concurso é escalonado, com processos seletivos na escola, na Secretaria Estadual de Educação e, finalmente, no Senado.

Neste ano, o tema é Brasil plural: para falar de intolerância. As inscrições serão de 1º de junho a 18 de agosto, período que as escolas terão para selecionar a melhor redação da unidade e encaminhá-la à secretaria estadual de Educação. As secretarias terão até 22 de setembro para enviar aos Senado as três redações finalistas no estado. O Senado anunciará o resultado até 13 de outubro.

Os primeiros colocados de cada estado e do DF representam a sua unidade da Federação em um mandato simulado de uma semana, com apoio da Consultoria Legislativa e da Secretaria-Geral da Mesa. Nesse período, eles apresentam e votam sugestões legislativas. Caso aprovada pelos estudantes, a sugestão é encaminhada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, que poderá acolher a ideia e transformá-la em projeto de lei.  Ao todo, nas últimas edições, 42 proposições atingiram esse status, das quais três já foram aprovadas pelo Senado e tramitam na Câmara dos Deputados.

Parceria

O encontro de coordenadores foi realizado em parceria com as equipes do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor) e do Departamento de Relações Públicas e Divulgação da Câmara dos Deputados, responsáveis pelo programa Parlamento Jovem Brasileiro.  Pelo acordo, que busca a otimização e a eficiência na aplicação dos recursos públicos, o Senado arca com as despesas de passagens aéreas, enquanto a Câmara dos Deputados assume os custos com hospedagem, alimentação e deslocamento, além de ceder o local para a realização do evento.

 

Serviço:

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