15/04/2005 - Senado
CPI da Terra visita área em conflito e toma depoimentos
| DIAGNÓSTICO Parlamentares discutem, em Porto Velho, situação de Rondônia, um dos estados com maior número de conflitos de terra |
Foram ouvidos Olavo Nienow, superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); Claudinei dos Santos, da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado; Adelino Ramos, coordenador do Movimento Camponês de Corumbiara (MCC); o presidente da Associação dos Proprietários Rurais de Rondônia (Aprro), Sebastião Conti; além do assessor jurídico da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Ernandes Segismundo.
Claudinei dos Santos denunciou a existência de trabalho escravo na região. Já o representante dos fazendeiros responsabilizou os movimentos sociais pela violência.
Questionado pelo presidente da CPI, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), sobre a atuação do governo, o superintendente do Incra disse que, devido ao sucateamento do órgão, 37% das terras de Rondônia não estão cadastradas. Para o coordenador do MCC, há envolvimento de funcionários do Incra na falsificação de declarações de posse.
O assessor da CPT apontou Antônio Martins dos Santos, conhecido como Galo Velho, como o maior grileiro de Rondônia, dono de 1 milhão de hectares. A senadora Fátima Cleide (PT-RO) e o deputado Anselmo de Jesus (PT-RO) propuseram que Galo Velho seja convocado pela CPI e tenha os sigilos fiscal e tributário quebrados. Os requerimentos serão votados na próxima semana. Valdir Raupp (PMDB-RO), ressaltou que Rondônia, Pará e Pernambuco reúnem o maior número de conflitos agrários do país.
Jornal do Senado
(Reprodução autorizada mediante citação do Jornal do Senado)
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